14 de mai de 2018

Quem é o invasor? Ações humanas colocam em risco habitat natural dos animais da APA Costa dos Corais


Andreza Cristhina, Graziela França, Júlya Rocha, Letícia Cardoso e Rian Paulo Ferreira

Praia da Lages, em Porto de Pedras. Crédito: Rafael Munoz/Wagner Benedetti
A pesca não manejada, a poluição e a expansão do turismo não sustentável são alguns dos fatores que colocam em risco a saúde e até a existência de animais marinhos e corais nativos do litoral Norte alagoano. Isso porque existem muitos interesses envolvidos nessa área de preservação de uma beleza exuberante, tornando necessário demarcar um limite entre a exploração e a preservação do meio. Essa região é conhecida como Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. Ela vai do norte de Maceió, em Alagoas, a Tamandaré, em Pernambuco.

Com a segunda maior extensão de costa de corais do mundo, ficando atrás apenas da Austrália, a área está sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e tem 413 mil hectares protegidos, sendo a maior Unidade de Conservação (UC) do Brasil.

Para que sua preservação seja possível, os gestores mediam a relação entre a população, os interesses econômicos e o meio ambiente. Dessa forma, é possível avaliar quais as necessidades de cada um e fazer com que seja uma troca sustentável.

Porção alagoana da APA vai de Maceió a Maragogi. Crédito: ICMBio

Peld na APA Costa dos Corais

A Pesquisa de Longa Duração (Peld), liderada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é concentrada na faixa alagoana da APA Costa dos Corais. Os estudos envolvem diversas instituições com objetivo de desenvolver um sistema integrado de monitoramento a longo prazo dos processos ecológicos e sociais, essenciais no sistema socioecológico da região.

A proposta visa também entender e minimizar as ameaças resultantes de atividades humanas, fiscalizar processos ecológicos e serviços ecossistêmicos, além de fornecer conhecimento científico que auxiliem as instâncias públicas e privadas na definição de ações para o desenvolvimento sustentável.

O projeto permite que pesquisadores de diversas áreas de conhecimento realizem estudos na porção alagoana da Costa dos Corais, sendo eles em microbiologia, bentos, plantas, ecologia de peixes, aves, répteis, mamíferos, pesca, turismo, recursos hídricos, sensoriamento remoto interagindo com pesquisadores da área social, conflitos, educação ambiental, entre outros.
Equipe do Peld realiza observação de Aves. Crédito: Acervo Pesquisa.

Expedições: primeiros passos

Para obter dados a respeito da presença de diversos animais e inserir a comunidade no ambiente e na conservação, são realizadas diversas ações por toda a área abrangida. Um dos visitantes mais assíduos da APA são as tartarugas, um dos focos das atividades.

O biólogo e pesquisador Robson Santos lidera a equipe que realiza o monitoramento da área entre os rios Manguaba e Camaragibe, com a finalidade de analisar e coletar dados sobre as quatro espécies de tartarugas marinhas mais presentes no litoral de Alagoas: pente, verde, cabeçuda e oliva.

De acordo com ele, “a previsão é que até o mês de julho todos os engajados estejam em campo percorrendo um trajeto de 18km de litoral, durante três dias na semana com a utilização de uma motocicleta, realizando observações e fichamentos dos animais”.

A princípio, serão catalogadas tartarugas encalhadas – com ou sem vida – e os ninhos. As análises serão feitas por meio de planilhas que devem ser preenchidas toda vez que algum animal for avistado durante as expedições. A segunda parte do projeto conta com monitoramento através de anilhas que serão acopladas nas nadadeiras das tartarugas, gerando um controle e identidade única para cada tartaruga encontrada. O número de série que identificará o animal facilitará em futuras análises.

“Esse é um trabalho que vai além das publicações. É um esforço que trará muitos benefícios, tanto em termos científicos como, também, para o desenvolvimento social da comunidade, fomentando o turismo junto ao equilíbrio ecológico e preservação ambiental. É muito interessante ver esse comprometimento de todos com o meio ambiente. Uma mão lava a outra e, assim, vamos nos ajudando”, conclui Robson Santos.

Essas visitas são parte de um plano construído em Reuniões Setoriais, momentos em que as equipes de turismo, poder público, pesca artesanal e pesquisadores se reúnem para discutir as necessidades de cada um. Essas expedições vêm para confirmar as necessidades de cada local, apresentadas durante os encontros anteriores, onde também é discutido o plano de manejo da APA Costa dos Corais, que estabelece ações de conservação e uso da área.

“São dois movimentos complementares para que a revisão do plano de manejo seja legítima e que a gente consiga ter um  zoneamento mais adequado e mais próximo da realidade”, explicou Diego Santos, bolsista pesquisador da equipe de Gestão Socioambiental do Núcleo de Gestão Integrada Costa dos Corais, do ICMBio.

Conhecer para preservar: ações conscientizam comunidade

Voluntários trabalham pela conscientização da comunidade. Crédito: Acervo Pesquisa

Seja em terra firme ou no fundo do mar, é certo que para desfrutar é preciso, primeiro, preservar.  Para que seres humanos convivam de forma harmoniosa junto com todo o sistema que os abriga, é necessário que haja uma conscientização. Esse é um dos pontos que o Chefe em exercício do ICMBio na APA Costa dos Corais, Ulisses dos Santos defende.

“Compartilhamos o mesmo planeta, o mesmo ar, as mesmas necessidades físicas. Tudo é compartilhado por todos os seres vivos. Entendendo isso, compreenderíamos melhor que precisamos buscar uma boa convivência, que seja pacífica com o planeta e com as outras espécies. É algo muito difícil e complexo, não conseguimos ensinar de uma hora pra outra, só com a convivência, com o trabalho desenvolvido nas comunidades, surge a percepção de que estamos trabalhando e cuidando do ambiente não só para os seres vivos e outras espécies, mas para todos nós”, explica.

Com o trabalho pensado não só para as espécies selvagens, no meio físico natural, mas também na qualidade de vida das pessoas, a APA Costa dos Corais busca conciliar o uso e a necessidade das comunidades com a preservação dos ecossistemas e das espécies. Tornando-se assim uma consciência coletiva.

“Trabalhar pela preservação da natureza na APA é garantir a qualidade de vida das populações locais. Os resultados têm sido muito produtivos graças às parcerias que nós temos com as universidades e instituições não governamentais, sociais, voltadas para a educação, a organização dos pescadores, as colônias de pesca, os diversos órgãos públicos, tudo em rede fortalecendo a participação social. Buscamos o envolvimento e comprometimento dos diversos setores da sociedade para se comprometer com a conservação ambiental, não é uma obrigação apenas do órgão público, federal ou estadual, mas de toda a sociedade”, defende.

Ulisses também conta como as principais atividades desses locais são decisivas na preservação da área. “A presença das populações humanas têm muito impacto. As duas principais atividades que causam impacto são a pesca e o turismo. Ambos podem ser sustentáveis desde que haja regramento e seja feita de forma racional, sem que sejam ditados apenas pelos interesses comerciais e regras do mercado, ou pela simples preocupação de atendimento de demanda do segmento”, frisa o chefe da APA Costa dos Corais.

Com o desenvolvimento do turismo e a ocupação imobiliária, os municípios que integram a unidade sofrem impactos. “É algo que a gente não tem como barrar, porque é a dinâmica social e econômica. O nosso desafio é tentar equilibrar, estabelecendo limites e dando possibilidades para que o meio físico natural tenha capacidade de se regenerar e reproduzir apesar da ação humana. O nosso grande objetivo  é fazer as pessoas entenderem a importância de participar desse processo, para que a sociedade junto conosco possa trabalhar para a conservação da natureza, entendendo que esses ecossistemas são de onde provém o sustento dessas comunidades. Se temos um mangue preservado temos como garantir a reprodução das espécies”, completa.

Outros desafios seriam minimizar os impactos causados pelas atividades agrícolas, pela falta de povoamento nas cidades, de infraestrutura e investimentos, já que nenhum dos municípios que compõem a APA tem um plano de saneamento básico.

“O que falta hoje é um planejamento em termos de infraestrutura para minimizar os impactos causados pela falta de saneamento básico, acabar com os lançamentos de esgoto nos rios e praias e controlar, na atividade da agroindústria, o lançamento e liberação de fluentes industriais, como a tiborna, da cana de açúcar e agrotóxicos, pois quando chove, acabam indo para os rios e praias, impactando a fauna”, lamenta.


Ameaçados de extinção, tubarões-lixa não oferecem risco à população


Tubarão-lixa é comum em ambientes recifais rasos. Crédito: Cláudio Sampaio


No início do mês de abril, um incidente envolvendo um tubarão e um pescador aconteceu na Praia de Sauaçuhy, localizada no litoral norte de Maceió, na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais. O profissional, que afirmou ter sido mordido acima do calcanhar pelo animal da espécie tubarão-lixa, deixou turistas e moradores da região preocupados. O registro desses animais é normal em qualquer mar e oceano do mundo.

“Os tubarões existem no nosso planeta há mais de 400 milhões de anos e estão presentes em todos os mares e oceanos do mundo. Em Alagoas não é diferente, aqui registramos 35 espécies de tubarões e raias”, explica Cláudio Sampaio, especialista em tubarões e secretário da Sociedade Brasileira para Estudos dos Elasmobrânquios (Sbeel), sociedade científica que trabalha a conservação dos tubarões em áreas do Brasil.

Essa espécie de tubarão, também conhecida como cação-lixa (Ginglymostoma cirratum), é típica de ambientes recifais rasos, comuns em Alagoas, principalmente no litoral norte e central. Eles são extremamente fiéis a determinados ambientes, ou seja, quando começam a frequentar um recife e não sofrem qualquer perturbação, o tubarão passa a visitá-lo por anos, o que faz com que essa espécie se tornem alvo fácil da pesca ilegal.

“Antigamente, os pescadores submarinos pegavam esses animais e utilizavam mais como troféus, já que é um peixe que pode crescer até 4,5 metros. Hoje em dia, animais desse porte são extremamente raros por conta da pesca, o que significa que não estamos deixando esses peixes crescerem. O fato de frequentar ambientes recifais rasos, onde a pesca acontece com maior frequência, e ser considerado uma espécie dócil, fez com que as populações desses animais tenham declinado bastante ao longo do litoral brasileiro”, relata Sampaio, que também é professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Além dessas características, os tubarões-lixa também são atrações turísticas. Mergulhadores e visitantes vão a naufrágios em busca desses peixes, que têm sua alimentação composta por lagostas, caranguejos, siris, polvos e peixes menores, fazendo  assim um controle e melhoramento genético natural, já que eliminam os peixes e invertebrados doentes ou com má-formação genética, deixando apenas os mais saudáveis e fortes dessas espécies.

Os tubarões-lixa são considerados ameaçados de extinção desde 2004, quando saiu a primeira Portaria do Ministério do Meio Ambiente. A competência de fiscalizar e preservar essa espécie é de todos os órgãos ambientais, desde o Ministério do Meio Ambiente, ICMBio, Ibama, IMA e até a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. “A criação de unidades de conservação, o controle da pesca, a educação e informação da legislação pesqueira são ações que podem ajudar a conservar essas espécies. Tudo isso tem uma importância muito grande, porque como é um peixe considerado dócil, eles podem ser embaixadores da conservação”, aponta Sampaio.

Sampaio ressalta ainda que o acontecimento não deve ser motivo de apreensão para a população. “Eu acho que uma maior preocupação para o banhista não é nem o tubarão, é a questão de veículos na praia, de lançamentos de esgotos sem tratamento, esse são perigos mais reais do que um incidente com um tubarão”.

Pescado em risco 

Popularmente conhecido como Cação, esses tubarões são os mais pescados no Brasil. Crédito: Cláudio Sampaio

A vasta atuação  na pesca, exatamente 19 anos, fizeram com que Waldermar Lacerda, de 48 anos, morador de Porto de Pedras, localizado no litoral norte de Alagoas, mudasse sua visão sobre a exploração do meio ambiente. Aos 47 anos, ele terminou os estudos em Gestão Ambiental e atualmente trabalha como Diretor de Meio Ambiente, na cidade onde mora, é chefe de fiscalização da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, contribuindo para manter o equilíbrio entre o homem e a área de preservação.

“Se você me perguntasse os cuidados que eu tinha 20 anos atrás, eu te responderia de uma maneira completamente diferente. Eu, como pescador, era um dos maiores predadores que poderia existir no mar. Porque eu tanto pescava mergulhando, quanto com rede, espinhel, linha, nalho, anzol. Quando estava sem embarcação eu esperava a lua encher pra pescar tartaruga na beira da praia, eu colocava ela de cabeça pra baixo e esquartejava, tirava a carne e vendia. Já fiz todo tipo de pescaria que você puder imaginar e também aquelas que não puder. Passei minha vida pescando, era minha fonte de renda”, relata Waldemar.

Ele conta que ao começar a estudar sobre a questão ambiental passou a notar as mudanças que ocorreram no ambiente ao longo de seus anos de trabalho. O pescador percebeu que alguns peixes já não apareciam com tanta frequência e achava que isso era uma consequência da sobrepesca. Entretanto, continuando a pescaria e observando o mar, ele notou cada vez mais sacolas plásticas, lixo, esgotos e córregos próximos a praia. E, mais que isso, ao abrir os animais esses materiais também eram encontrados em seus corpos.

Hoje ele acredita que o ser humano é o grande responsável pela diminuição da vida marinha através do lixo jogado em locais inapropriados, esgotos e córregos que são “levados” ao mar. Para ele, seria necessário um maior investimento do Estado, não só em ações de conscientização das pessoas, como também financeiramente. Assim como a população cobrar dos responsáveis soluções para questões como saneamento básico e descarte de materiais químicos como agrotóxicos.

Para que haja um equilíbrio, o gestor ambiental acredita que é necessário que ocorram audiências públicas que debatam tanto as necessidades da população, quanto os limites para o uso da área de preservação. E alerta para o prejuízo que pode causar caso as providências necessárias não sejam tomadas.

“As coisas estão se encaminhando para que as consequências das nossas ações se tornem irreversíveis. Daqui a 500 anos podemos não ter mais vida marinha, não ter mais pescado, e isso vai afetar nossa vida de uma forma que não podemos imaginar. Eu sinto que estamos seguindo pelo caminho errado. Proibir a pesca e captura de espécies não é a solução, mas sim repensar as maneiras como estamos agindo com o meio ambiente ao longo dos anos, agir diretamente com os maiores agentes de poluição”, argumenta o pescador.

Turismo e Conscientização

Praia de Maragogi, um dos paraísos que abrangem a Costa dos Corais. Créditos: Rafael Munoz/Wagner Benedetti

A capital das águas, do turismo e do litoral mais lindo do Brasil. Assim é conhecida a cidade de Maceió, que serviu de atrativo turístico para mais de 2 milhões de pessoas, vindas de vários lugares do mundo, somente em 2017. Anualmente, divulgações e campanhas publicitárias são criadas para fomentar a visitação do maior número possível de pessoas na região. A implementação de novos voos, desenvolvimento de estrutura hoteleira e capacitação de serviços são intensificados para que a cidade comporte cada vez mais turistas.

Porém, para aproveitar ao máximo tudo o que Alagoas tem a oferecer, incluindo as famosas praias e belezas naturais, é preciso responsabilidade. Turismo e consciência ambiental devem andar de mãos dadas. São diversas as atividades de lazer. É possível alugar Stand Up Paddle (SUP), caiaque e se aventurar mar adentro, bem como, conhecer as águas mais profundas por meio do mergulho recreativo, que é um dos serviços oferecidos aos turistas.

A instrutora de mergulho e proprietária da escola Let’s Dive, Fernanda Paiva, assegura que a conscientização é um procedimento padrão e deve ser ressaltado a todo custo. “Todo mundo que faz o curso de mergulho recebe essas instruções. Como o intuito do curso ou de quem procura o mergulho é de ver as belezas naturais, há sim uma consciência de cuidar e preservar. É importante que os profissionais da área, não apenas do mergulho mas, também do turismo, despertem nos visitantes a necessidade de preservar o meio ambiente para que eles e outras pessoas possam sempre presenciar tudo aquilo que a natureza tem a oferecer”, afirma.

Fernanda alega que antes de qualquer procedimento, seja a saída de mergulho ou mesmo do batismo, é realizado o breathing – reunião para repassar informações e conscientização referente ao ambiente e do que pode ou não ser feito debaixo da água.

“A gente esclarece no breathing todas as informações para que não toquem em nada, que não tragam nada subaquático para cima, que até uma conchinha interfere naquele ambiente. Tudo o que a pessoa vai levar dali são as memórias e fotografias. A interação com os animais devem ser feitas com responsabilidade. A pessoa pode chegar perto de uma tartaruga ou arraia, por exemplo, mas não deve mexer com o animal para que não interfira no cotidiano dele. Toda vez que o instrutor faz um mergulho, ele deve passar essas informações” explica a mergulhadora.

Cursos como o de máxima performance de flutuabilidade (MPF) foram criados para capacitar e melhorar o desempenho de flutuabilidade do mergulhador, de forma a ter o maior controle possível do corpo e evitar a colisão com objetos ou mesmo seres marinhos, como é o caso dos corais. “Temos também, a parte de conservação de corais (Coral Conservation), onde o mergulhador vai entender o que é um coral, como ele se desenvolve e a importância pro meio ambiente e para o mundo e, com base na educação, o indivíduo vai adquirir conscientização sobre o assunto e o espaço que ele está conhecendo”, complementa.

Paiva diz que os alunos/clientes sempre se sentem surpresos quando estão debaixo da água e saem satisfeitos com a experiência de ver diversas formas de vidas marinhas e explorar todo o universo que existe no fundo do mar, muitos desses, inclusive, chegam com receio de se depararem com certos animais como, por exemplo, os tubarões.

“Acredito que esse medo está muito atrelado à mídia, às notícias veiculadas sobre os acidentes envolvendo os tubarões, inclusive porque o nosso estado vizinho, Pernambuco, possui casos de incidentes envolvendo esses animais. Eu costumo dizer que é um medo da mídia em relação ao desconhecido, por não saber o que há no fundo do mar.  O mergulho vem para mostrar todo esse universo e que, na verdade, esse perigo não é como os noticiários relatam. O mergulhador aprende que o tubarão está ali porque é o habitat dele, e devemos respeitar esse espaço”, esclarece.

Ela acredita que, assim como o seres humanos, os animais, mesmo os tubarões, também sentem medo das pessoas. “Os animais debaixo da água nos enxergam como se fossem peixes grandes, que soltam bolhas, que fazem barulho e se movimentam. Eles também têm medo da gente. Desta forma, entendemos a relação dos animais com os seres humanos. Desmistificar isso é perceber a experiência incrível de encontrar um animal tão fantástico como esse durante um mergulho”, encoraja.

“A educação elucida questões importantes de sobrevivência de todo um ciclo. O tubarão está no topo da cadeia alimentar marinha, ou seja, ele é crucial para manter o equilíbrio no ambiente marinho. A matança desses animais gera diversos desequilíbrios que atingem não apenas aquela espécie, mas uma biodiversidade inteira”, conclui.
Créditos: Rafael Munoz/Wagner Benedetti

Galeria de fotos

Crédito das imagens: Rafael Munoz/Wagner Benedetti