11 de fev de 2017

Tribo africana é tema de exposição fotográfica na Ufal

TRIBO AFRICANA É TEMA DE EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

As fotos foram tiradas por aluna de jornalismo e mostram a realidade da tribo dos Mucubais, na Angola.


   
Por: Henrique Interaminense

    Casa da tribo Mucubal. Foto : Carolina Santana
                                         
A biblioteca central da Universidade federal de Alagoas (UFAL) recebe na próxima segunda-feira (13) a exposição fotográfica “Mucubais: os primeiros africanos”. As fotos são resultado de pesquisa realizada pela aluna de jornalismo Carolina Santana durante viagem à Àfrica.
Ao todo são 20 fotografias que trazem diferentes enquadramentos que vão mostrar os Mucubais, povos que carregam consigo a identidade cultural da África. Localizada no município de Virei no deserto do Namibe, a tribo conseguiu preservar seus costumes e tradições ao longo do tempo. Foi com intuito de mostrar o dia a dia desse povo e divulgar a cultura angola que Carolina Santana e sua orientadora Profª Drª Magnólia Rejane idealizaram a exposição.
O trabalho de fotojornalismo realizado pela aluna faz parte de uma revista especial temática que ela produziu para seu trabalho de conclusão de curso. A publicação retrata a Angola, especificamente Luanda e Namibe onde ela explorou aspectos sociais, culturais e econômicos dessas regiões. “Primeiramente, pensei em fazer apenas uma monografia sobre a situação atual de angola, mas vi que tinha uma boa quantidade de material, então resolvi elaborar a revista.” Explica Carolina.
A exposição poderá ser vista gratuitamente das 7h às 21:40 na Biblioteca Central até o dia 4 de março. 
Mulheres Mucubais. Foto: Carolina Santana.
Abaixo você confere uma entrevista com Carolina Santana que conta um pouco mais sobre a exposição e a experiência no país africano:
Qual o objetivo da exposição?
É mostrar o dia a dia da tribo Mucubal. Foram mais de 300 fotos, eu quis fazer uma divisão por categorias mostrando a  mulher mucubal, o homem mucubal, a familia,  o curral mucubal que é muito importante para eles porque são pastores e vivem disso, etc. São pedacinhos que formam um todo que é a tribo Mucubal.

Por que fazer uma pesquisa sobre a Angola e o Namibe. Qual a sua relação com esses locais?
Eu tive a oportunidade de fazer essa viagem para angola no final de 2014 e fiquei na capital Luanda. Eu já sai do Brasil com ideia de fazer essa pesquisa, mas chegando lá amadureci essa ideia. Vendo a quantidade de material que tinha resolvi fazer uma revista, mídia que gosto muito. Fui conhecer a provincia de Namibe, onde consegui essa vivência com a tribo depois de passar por alguns protocolos. Foram 55 dias de viagem que me deixaram grata por poder estar perto deles e poder mostrar um pouco dessa cultura africana pra nós aqui de Alagoas.  É uma cultura em muitos aspectos parecidos com a nossa e ao mesmo tempo também diferente.
O que mais chamou a sua atenção durante esse período de convivência com a tribo?
A receptividade que eles tiveram comigo. Apesar deles não falarem português, nós tivemos muita interação. Ganhei até uma pulseirinha dos meninos da tribo. Foi gratificante ver a simplicidade e receptividade de pessoas que não me conheciam e nem falavam a mesma lingua. Foi muito importante para o meu crescimento como ser humano.
Quais as possiveis reflexões que poderemos fazer com a exposição e o que poderemos aprender com essas cultura?
Podemos refletir muito sobre a cultura da cultura Mucubal no sentido de que às vezes nao damos valor ao que temos. Vivemos em um país capitalista e eu vejo que as pessoas vivem num ritmo de vida muito acelerado onde só visam o dinheiro e eu percebi que eles vivem com muito pouco e são muito felizes. Eles não tem quase nada, mas é o suficiente, o que importa para  eles é a simplicidade e estar junto de seus familiares.