15 de jun de 2015

Ufal apoia terapia popular com florais de Lis


A cura vem da natureza
A contemporaneidade trouxe consigo diversos problemas para a sociedade. O estresse, a insegurança, problemas físicos, mentais e emocionais são reflexo da rotina acelerada na qual vivem as pessoas atualmente. Buscar alternativas para viver melhor pode ser fundamental para mantermos o equilíbrio.  Uma dessas alternativas são os Florais de Lis.  Inspirado nos Florais de Bach, uma medicina energética descoberta pelo inglês Dr. Edward Bach, homeopata e patologista, os Florais de Lis ajudam a restabelecer o equilíbrio emocional utilizando essência de flores.



Idealizada pela antropóloga e professora da Universidade Federal de Alagoas(UFAL), Silvia Martins, os florais funcionam como uma terapia energética que atua no corpo físico e no campo energético como o astral, emocional, mental e espiritual.

O objetivo do processo terapêutico é considerar problemas do mundo contemporâneo refletido no stress urbano, problemas de identidade, problemas de expressão, de equilíbrio emocional, etc. bem como visa atuar no equilíbrio dos chacras, (centros de energia, situados na linha do meio do corpo. Há sete deles, e eles governam nossas propriedades psicológicas) viabilizando uma ascensão superior através da integração com a energia cósmica/espiritual.
Florais de Lis foram idealizados por Silvia Martins

Inspiração materna

Silvia Martins resolveu fazer os Florais de Lis, nome inspirado na sua filha, depois de fazer um curso de florais em Recife e perceber que seu jardim possuía uma grande variedade de flores. “Eu cheguei em casa, olhei para o meu jardim cheio de flores, ai me perguntei: porque não faço floral das minhas plantas?”, conta.

Para a produção dos florais, Silvia identifica as propriedades medicinais das plantas e a partir disso associa aos chacras nos quais elas atuam para então extrair a essência das flores. No Brasil, é onde mais se encontra sistemas de florais diferentes. Devemos entender sistema como o conjunto de flores que formam determinado floral.

Cada planta tem uma finalidade. Através de um diagnóstico prévio feito com a pessoa através de um formulário, é possível identificar quais chacras estão em desequilíbrio e então buscar o melhor floral que se adeque ao momento. Silvia recomenda as pessoas a tomarem onze gotas do floral por dia. O máximo que uma pessoa pode tomar por vez são nove florais. “Eles são altamente benéficos para os animais e crianças porque esses são mais sensíveis a alguns elementos da natureza”, ressalta.

E aconselhável as pessoas terem contato com a planta da qual está tomando a flor daquele floral, adquirindo a planta ou comprando sementes para plantar em casa. Um floral de manjericão é altamente energético, então o ideal e a pessoa ter uma muda de manjericão num vaso dentro de casa, podendo também tomar chá, tomar banho com manjericão ou ate mesmo comer a planta.

Oficinas ensinam pacientes a preparar os Florias com flores do jardim

Medicina sustentável

Desde de 2013, Silvia faz atendimentos alternativos na Sala de Cuidados Antônio Piranema, do curso de medicina da Ufal. As consultas são  gratuitas e ocorrem nas terças feiras, das 14 ás 17 horas, com a proposta de fazer com que as pessoas aprendam a fazer Florais de Lis e passem a utilizardentro do contexto familiar. As pessoas que geralmente frequentam a terapia na Sala Antônio Pirapanema são estudantes ou pessoas que fazem parte da comunidade universitária como servidores e professores, mas a terapia é  aberta a todos.

Segundo os pacientes, os benefícios da terapia são notáveis. Micheli Silva, 36, faz a terapia floral há quinze anos.“Sempre gostei da terapia. O floral de Lis é mais um complemento no equilíbrio energético que eu busco o qual envolve meditação e alimentação, e o floral é a parte mais importante, eu uso e divido com a minha cachorrinha também”, conta.

Os Florais de Lis ajudam as pessoas a se centrar melhor no seu eu superior, que seria o oitavo chacra e na sua missão aqui na terra. Mais do que uma terapia, é um convite as pessoas a parar e refletir melhor sobre o seu papel nesse mundo moderno e atribulado que vivemos atualmente.

Henrique Interaminense - Agência Ciência Alagoas/UFAL