15 de mai de 2014

Fundação BB realiza encontro de jornalistas sobre desenvolvimento social e políticas públicas


Por Clariza Santos*



NATAL/RN - O 8º Encontro de Jornalistas, com o tema: “Desenvolvimento Social e Políticas Públicas – os desafios da comunicação”, realizado pela Fundação BB, ocorreu nos dias 7, 8 e 9 de maio, em Natal-RN e, reuniu cerca de 80 comunicólogos de várias partes do Brasil.

Durante os três dias, jornalistas debateram questões relacionadas agroecologia, agroindústria, resíduos sólidos, educação e conheceram de perto ações e projetos desenvolvidos pela fundação.

Cisternas



Cisternas de consumo e para produção foram apresentadas e construídas para reduzir e solucionar os problemas de muitas pessoas. Para se ter uma ideia da capacidade de mudança, uma cisterna de placa ou de consumo, com 16 litros, ajuda cinco pessoas e consegue armazenar água por até oito meses. 



Já a cisterna calçadão ou de produção consegue água da chuva por meio de um calçadão de cimento de 200 m², construído na terra, com 300 mm de chuva, que enche a cisterna com capacidade para 52 mil litros de água.

Além da construção das cisternas, os moradores da região rural recebem cursos para manter as cisternas próprias e limpas. "Agora é possível conviver com a seca", disse o presidente da FBB, Caetano Minchillo.

Água para Todos

Por meio do decreto nº 7.535, de 26 de julho de 2011, a presidente Dilma Rousseff instituiu o programa nacional de universalização Água para Todos. De acordo com esse decreto, a água é para promover, em áreas rurais, o consumo e a produção, com o intuito de desenvolver áreas rurais prejudicadas pela. dificuldade de ter acesso a água. 

Para ter acesso ao programa, é necessário ser morador da região rural, estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal, não ter acesso a saneamento e possuir renda per capita de até R$ 140 mensais.

Media Tour

Em um dos dias do encontro, jornalistas visitaram a comunidade Baixio - Santo Antonio, no interior do Rio Grande do Norte, para conhecer a primeira Cisterna Calçadão, construída pelo Instituto Chapéu de Couro, ASA, em parceria com a Fundação Banco do Brasil. 

As cisternas de produção e consumo foram construídas na casa da família do seu Noé. "A água é vida, se você tiver água, você tem condições de manter a família. Pra mim foi uma conquista tremenda. Uma vai me ajudar a manter minha família e a outra a horta", contou o filho de Noé, Ismael Silva.


Lançamento 

Durante o 8º Encontro de Jornalistas: desenvolvimento social e políticas públicas foi lançado o livro Cisterna de Placa: tecnologia social como política pública para o semiárido brasileiro. 

O livro relata histórias do semiárido, além de programas sociais desenvolvidos pela Fundação BB para população atingida pela seca.

Veja a versão digital do livro

Em Alagoas


 A longa estiagem e os efeitos dela são realidades que estão sendo alteradas em Alagoas por um fator específico. Intervenções estão levando água aos sertanejos e beneficiando milhares de agricultores que estavam desesperados. Vários municípios alagoanos estão recebendo cisternas que armazenam água por um longo período, o que tem melhorado as condições de vida do povo sofrido.

Canapi, Girau do Ponciano e Lagoa da Canoa são os municípios atendidos por iniciativas lideradas pela Articulação Semiárido (ASA), Fundação Banco do Brasil (FBB) e movimentos sociais regionais. E isso é somente o começo. 

"Já são oito bilhões de recursos para levar água ao semiárido. Isso, sim, é compartilhar algo", disse Fernanda Cruz, coordenadora de articulação e comunicação da ASA. 

*A colaboradora viajou a convite da organização do evento