29 de mai. de 2010

PROJETO ESTUDA IDOSO ALAGOANO



por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Notícias no dia 29/05/2010




Hoje, o Brasil é o sexto país com maior número de idosos no mundo, as projeções indicam que em 2025, seremos o quinto. O Brasil também é o país da América Latina onde mais cresce o número de idosos. Faz-se necessário recobrir um olhar para o avanço dessa parcela ascendente no  País. Uma das iniciativas, na Universidade Federal de Alagoas, é o projeto coordenado pelo professor Amândio Geraldes. Intitulado de “Aptidão física e desempenho funcional de idosos alagoanos: um estudo normativo”, o projeto tenta fazer um “raio X” de idosos.  A maioria das referências para comparação é estrangeira, “a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere que sejam feitas normas que sejam populacionais específicas principalmente em se tratando de idosos”, completa Geraldes.  A atuação do projeto se dá em diferentes variáveis: força, resistência, flexibilidade, tempo de reação, peso que somam vinte dois mil itens.



Idosos faem atividade física

O projeto é in loco. O enfoque é em idosos fisicamente autônomos e funcionalmente independentes. “O idoso que vai ao cinema, que dança às quartas-feiras”, brinca o professor. Ambos os sexos participam da coleta, embora haja um grupo maior de senhoras. O número de homens é pequeno devido à baixa procura dos voluntários. A busca acontece nas instituições (Cras, PSFs, além de idosos desabrigados), sem grandes limitações funcionais e sem doenças severas. Algumas doenças atrapalham, mas não impossibilitam os idosos de participarem da pesquisa. A distância também é um problema.


Dificuldades e superações

            “O idoso é uma amostra difícil. Ele tem doença, falta devido a elas, tem problemas”, assevera. Por isso acontece uma troca – como são funcionalmente ativos, uma equipe “oferta” uma gama de exercícios, atividades lúdicas e em troca, os idosos “retribuem” com medições e questionários respondidos.

O crescimento de idosos não é sinônimo do bom desempenho da saúde. “Os instrumentos mais válidos para avaliar a qualidade de vida são questionários. Esquecemos que uma parcela significaiva dos idosos não sabe ler. Muitos deles cuidam dos netos ou ajudam na renda mensal. Existem idosas que nunca fizeram densitometria óssea (método para medir a densidade mineral óssea, comparando com padrões para idade e sexo)”, alerta Geraldes.

Desde o ano de 2008, alunos do mestrado de nutrição tem auxiliado no registro de tudo o que idoso comeu, geralmente no prazo de 24 horas, para analisar os hábitos alimentares dele e para, a partir deste ponto, sugerir modificações e estruturar um cardápio, levando em conta as preferências e as necessidades diárias dos nutrientes que ele precisa. Além disso, várias teses de mestrado e diversas monografias corroboram a seriedade e a preocupação com os idosos.

Colaboração: Hiago Rocha