1 de abr de 2011

COMUNIDADE DISCUTE PROPRIEDADE INTELECTUAL EM MACEIÓ

por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, no dia 01/04/2011
Com promoção do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade Federal de Alagoas/ UFAL e do Instituto Nacional  de Propriedade Intelectual/INPI foi realizado, no último mês de março, no Campus Maceió, o Curso Intermediário de Propriedade Intelectual. O evento reuniu 40 pessoas, entre professores, pesquisadores, bolsistas de iniciação científica (PIBIC) e inovação tecnológica (PIBITI).
 Contando com a presença de palestrantes do INPI, o curso abordou temas com legislação, criação e regulamentação de marcas e de patentes; sob o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT) e Informação Tecnológica para a área de Propriedade Intelectual. Além de diminuir distâncias, os palestrantes promoveram um diálogo aberto e dinâmico. “Quando fiz o primeiro curso (Curso Básico) senti a imensidão do assunto, área em que todos na universidade precisam conhecer. Já que muitas vezes não se sabe quase nada sobre o assunto nas próprias universidades”, diz Isabela Gomes, bolsista de iniciação científica.
Abordando questões específicas como, por exemplo, fármacos e engenharia química, o cursou voltou-se para lapidar, entre outros, o processo da criação patentária. O professor Ticiano Gomes, da Escola de Enfermagem e Farmácia (ESENFAR), que vem desenvolvendo estudos sobre a própolis vermelha – produzidas por abelhas a partir a partir da resina do rabo-de-bugio, planta encontrada nos manguezais do Estado – acredita que além de reforçar a pesquisa científica, a busca pela proteção (patentária), resguarda o trabalho e a inovação.
 Para um dos palestrantes, Ricardo Gonçalves, “vivemos na era da informação, não há como negar a importância da informação tecnológica. As patentes movimentam o mundo, seja em conhecimento, seja em cifras.” Hoje, países como os EUA e Japão detém os maiores índices de depósitos de patentes. “Como saber onde elas estão e onde estão protegidas? Buscá-las e encontrá-las”, adianta Ricardo. O palestrante trabalha no setor de Informação Tecnológica e explica que “direcionar os depositantes é sempre uma tarefa longa”. Primeiro por causa da legislação de cada País, segundo por causa do grande volume de trâmites. “Por isso o INPI vem estreitando os laços com as universidades, para gerar uma aproximação maior sobre Propriedade Intelectual”, finaliza.
Segundo Raimunda Rocha e Rafael Cardoso, do NIT-UFAL,“Nossas estimativas foram superadas, a participação dos inscritos no decorrer do curso foi enorme”, concluem. O próximo curso será o nível Avançado de Propriedade Intelectual e está previsto para o segundo semestre deste ano.
Colaboração de Hiago Rocha

                                    http://www.ufal.edu.br/nit